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Investigação social: o que é avaliado?

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A investigação social preocupa muitos candidatos de concursos públicos. Dizem que uma multa de trânsito ou um registro criminal são suficientes para desclassificar a pessoa, mesmo que ela tenha passado na prova teórica. Será?

Hoje vamos falar dessa etapa eliminatória. Ela é comum, principalmente, em certames da áreas Jurídica e Policial. Continue conosco e tire suas dúvidas.

O que é a investigação social

Todo servidor público deve ter uma postura moral condizente com o cargo. Isso fica ainda mais evidente em instituições como o Ministério Público, a Polícia Federal e o Exército Brasileiro. Se essas entidades zelam pela ordem e pelo cumprimento da lei, nada mais natural que exijam o mesmo de seus funcionários.

É por isso que os aprovados no exame teórico (e no prático, se for o caso) são submetidos à investigação social, também chamada de investigação da vida pregressa. Nessa fase, buscam-se informações sobre o comportamento do sujeito nas esferas pessoal e profissional. O objetivo consiste em atestar a idoneidade moral e a conduta ilibada da pessoa.

O candidato começa preenchendo uma ficha com dados variados. Ele deve responder quem são seus pais, onde morou e em quais empresas trabalhou. Também pode haver perguntas sobre antecedentes criminais ou sobre uso de drogas.

Não adianta omitir fatos sensíveis – até porque a corporação pode cruzar as respostas com os bancos de dados da polícia, por exemplo. Toda questão, por mais embaraçosa que seja, deve ser esclarecida. O conteúdo não será exposto aos demais participantes do concurso, pois é de cunho sigiloso.

Investigação da vida pregressa reprova candidatos

A investigação social tem caráter eliminatório. Em outras palavras, ela pode desclassificar candidatos que já tenham sido aprovados em etapas anteriores do certame. Os critérios para tanto variam conforme as exigências da instituição, mas, em geral, são consideradas situações graves:

– Condenação penal;

– Dependência de drogas lícitas ou ilícitas;

– Transgressões disciplinares em empregos anteriores;

– Demissão por justa causa;

– Veiculação de discurso de ódio nas redes sociais;

– Infrações de trânsito recorrentes que ponham em risco a vida de outras pessoas;

– Inexatidão ou omissão de informações na ficha de investigação social.

Vale lembrar que nem todo caso é motivo para eliminação. Se você recebeu uma multa de trânsito por estacionar em local proibido, provavelmente esse fato não terá a mesma gravidade que dirigir sob o efeito de álcool.

Estar respondendo a um processo na Justiça tampouco configura penalidade, pois, afinal, ainda não houve condenação. Nesse ponto, prevalece a presunção da inocência.

Também é importante destacar que a banca pode cometer exageros. Os responsáveis pela investigação da vida pregressa devem apresentar uma justificativa razoável para a eventual eliminação do candidato. Se essa explicação for insuficiente ou subjetiva demais, pode-se contestá-la.

Primeiro, tenta-se a via administrativa, junto ao órgão organizador do concurso. Se não der certo, o sujeito que se sinta injustiçado pode entrar com recurso para impugnar o resultado negativo, por via judicial.

E então: tirou suas dúvidas sobre a etapa de investigação social dos concursos públicos? Deixe um comentário e diga-nos o que você achou do post de hoje!

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